
Tarja Preta:
A medida que ando minha vida passa diante de meus olhos
E quando penso que o fim se aproxima não me arrependo
Guarde minha alma, pois ela está prestes a voar.
(Iron Maiden, pena que ela não toca em motéis....é quase um hino)
//A primeira vez que coloquei esta música pra tocar ele me disse: Lentinha ela né?.
Tarja dele: -MEU DEUS!!! ME ENVOLVI COM UMA ROQUEIRA, que arranha!!!!!!!.

Sempre tive reservas de ideologia em meio ao caos, ao sexo sem religião
Como quem procura demônios secundários, por outros pontos da cidade em que existe escuridão.
Naquela tarde eu não pensava, não media, não tinha idade e tão menos filosofia
Era fácil aceitar o convite e ver a platéia durante o ato. Janela aberta, morro alto e muitos homens vendo me resumir em orgasmos, orgias, durante a sua performance. Tudo durava minutos, quinze, vinte, talvez.
Chiclé, pirulito, cerveja e camisinha, nós dois.
O risco de enlouquecer nesta geração é menor, quando o tempo passa a loucura é providencial ao que chamam de atitude.
O disfarce pra sair era sempre a toalha vermelha que cobria o rosto, mas jamais havia vergonha. Era o chamado da proteção.
Quando se tem um homem mais velho, perdemos a noção de segurança e sentimos o mito da imortalidade ao redor.
O vento é pressagio, é toque, é violência.
E neste tempo não há nada melhor que manter a história, o conto, do que matá-lo durante a realidade, revival no sense.
Depois de tantos anos já inauguramos motéis, faróis, mudamos o nosso combustível, somos faíscas da mesma bomba, que incendeiam em pontos diferentes da cidade.
E por tudo isso amo o passado pelo que ele é, porque você estava lá. Sobretudo amo o futuro, nele cabem orgasmos em camas diferentes, e escolho as direções da pista e onde dançar, só quero é tirar os véus da sanidade.
Sonho em ser salva pelo dragão, pelo mal, pelo que ainda não conheci. E você pode não estar lá quando a dança acabar.
//mas você é um bicho pequeno sem vergonha que escorre entre os dedos se esconde entre as dobras do lençol e morre de uma morte tão fingida, que é muito fácil chorar por você. É muito simples// (trecho de B.L.)

Ser mulher é pior do que ser lavrador — tem tanta coisa para cuidar na plantação e na colheita: depilar pernas com cera, raspar axilas, tirar sobrancelhas, passar pedra-pomes nos pés, esfoliar e hidratar a pele, tirar os cravos, pintar a raiz dos cabelos, completar o desenho das pestanas, lixar as unhas, massagear a celulite, exercitar os músculos da barriga. A coisa é tão complexa que basta você esquecer durante uns dias e lá se vai a plantação. Às vezes penso como eu ficaria se deixasse tudo por conta da natureza — barba comprida, bigode de pontas viradas, sombrancelhas grossas, rosto igual a um cemitério, cheio de células mortas, espinhas na pele, unhas longas como as de Mortícia Adams, cega como um morcego sem minhas lentes de contato, o corpo flácido balançando. Argh, argh. É de espantar que as garotas sejam inseguras? (O diário de Bridge Jones)
As pessoas prendem o pássaro na gaiola, por quê? Simples, para vê-lo cantar, não se bastam com o som, ninguém se importa com a liberdade deles. Apenas estão em busca do seu próprio prazer e da sua realização.
Descobri nesse último ano que posso escrever outras coisas sem perder as pessoas que eu aprecio a companhia....pessoas que mudam a minha vida, minha maneira de ver o mundo, algo mais simplista.
Então eu nem tenho como agradecer o carinho, a atenção, os mimos , e em especial para:
By Sophia

E o Selo que ganhei do Blog Sentimentos em Letras

Vou fazer algo diferente, o Selo que recebi da Sophia, eu repasso para o Sentimentos em Letras. E o que recebi do Sentimentos em Letras eu repasso para a Sophia.
(Rolando de rir, alguém mais quer ir?, Ele vai pagar sorvete pra todo mundo, kkkkkkkkk)

Que floresce dilemas em plena madrugada
Sugiro investigação
Sou uma mulher no cio que tem ar imune aos vícios da santidade
Eu cultuo a cidade enquanto bebo café.
Acredito no surrealismo com a mesma verdade com que aprecio a lua, deitada sobre o cimento frio e você como cobertor.
Se da morte não fujo, na diversão vou além, acredito no poder do agora
Embora essa minha perplexidade permita exageros, conflitos, motins, alucinações.
Eu moro na cidade, aqui rasgo é roupa.
Improviso idéias, sigo minha natureza, cumpro rituais
Na cidade as muralhas são invisíveis, inquietantemente silenciosas
Decidi não mudar o mundo, a cidade
Eu mudo.
Estado civil, plataformas, posições, tatuagens, Maktub e o destino
E deixo para trás o mundo, perplexo diante da mulher que teimo em ser
Tarja Preta:

Deu um medo avançar pelas paredes do proibido.
Usava roupa de zona, sul, norte, direções cardinais
Eu tenho em mim o espanto, o susto
Ele já trazia a rebeldia
Do lado fora corriam as apostas no bilhar
Quando se tem paixão percorrendo as veias
Fica fácil abrir qualquer porteira, qualquer cinto e suas fivelas
Ultrapassar vagas noções de santidade e cutucar o oco, do pau, do animal
Dependia de uma paciência, de sufocar gritos, examinar, fazer sentido, aquela coisa linear
Porque a estréia era assim, cortina cinza, no asfalto, durante a multidão
Enquanto a gente perdia o rumo, arranhava a pele, lambia o chão, mordia os dedos
Havia silêncio, ele acontecia e sabia dos inocentes demônios compulsivos, que ousávamos cultuar.

Queria contar os meus dilemas.
E de que adiantaria?
No fundo acredito que todas as mulheres são feitas do mesmo material
Que sangram a cada mês como forma de ter esperança de que tudo é transitório
Um veneno lento que se dissipa dentro da humanidade enquanto ela acontece.
Nelas cabem orgasmos, delírios, aventuras, rock, inveja e atenuantes
A maternidade e a matéria de outro ser.
A mulher tem ciclo próprio, guerras frias, segredos de estado,
Ela explode sem questionar os feridos, os inocentes.
Ela é a única que vai ao inferno de mãos dadas com os anjos.
E de que adiantam os dilemas que temos nas horas em que a lógica nem consegue dominar a emoção?.
Vivemos tentando provar que podemos nos mover, justificando o simples prazer. Em guerra santa carrego soldados que desconhecem o sexo, o vício e os dilemas.
Temo que toda essa transitoriedade seja resumida, breve,
Parte por ser mulher, que vive em partes, numa sociedade mediocrimente patriarcal.
Todo o resto são dilemas que não saem da cama em dia de feriado.


Mas eu vim colocar minhas palavras ao vento, sem muito compromisso de conceitos de beleza.
Algumas coisas saíram dos trilhos, pra pegar atalhos pro futuro, outras já se realizaram sozinhas e o ano está inteiro e parece que o tempo converge em grandezas e espaços.
Ah! To maluca pra saber as novidades, os beijos com sabor de novo, as reclamações dos pangarés, as azarações dos garanhões e os dilemas das mocinhas.
Só pra simplificar e tornar melhor de ler, pra tirar as lentes e os pudores....Tô por aqui!!!

Cutucar a inquietude e mudar os rituais
E desapareço em mágicas da estratégia
Aquela coisa que explode e nos repõe
Pela maioria do que somos
Eu caio muitas vezes no mundo
Pra estirpar esse vício de notícia
Que buscam os desiguais
Um sumiço atento, absolutamente estranho
Pra cortar é preciso exatidão, punhal afiado e coragem no coração
Nem quero resolver o mundo, o egoísmo é excêntrico pelo próprio pensamento
Conhecendo o provisório, o que me cabe é combustível
O clímax e o ápice que antecede e concede o fruto
Que só comendo se conhece o avesso.
Particulares conspirações de quem conhece o porre e a ressaca
Que pra sumir nem é preciso desaparecer, só estar calada.
//Até para viver com plenitude é necessário pequenos recessos//

Que o silêncio aparece só no quarto do vizinho
Será que só os animais se prometem e se permitem realizar o débil, o estrago passageiro, o sem intenção.
Da dor que perseguimos enquanto vago em planetas, aqueço cometas em órbitas clandestinas
Sou separatista, o que não me consome, vai além.
Que essa fera que mora em mim e às vezes te habita e não sabe como exigir, nunca encontre o juízo e o meio termo.
Essa coisa estranha que corre pro banheiro pra ver o roxo, o sangue que escorre dos lábios que há muito não sorria assim.
Será que alguém no planeta acredita em amores orgânicos ao ponto de reter a pele, o sangue e o suor nos dedos?
Quem conhece o tecido no qual se move, a pele que transforma, que conhece o jogo, tem a sensação de privilégio.

**São as escalas, as extensões, as fraquezas expostas ao vento que norteiam a maré
Um acúmulo de bobagens, temperaturas, oscilações. Que nascem junto com a existência e perdem a noção do bem que fazia ou o mal que remexia **
Ela permuta e se encerra com o mesmo toque que promete as palavras. Flutua para os porões e os esconderijos que guardam os pensamentos, as lembranças e os desejos. Um delito.
O ponto onde há o holocausto e o dia seguinte, eu os chamo de sobrevivência aos escombros pessoais.
No fundo e no escuro é difícil escrever com palavras que brincam de frágeis, voláteis e dissimuladas. No claro também. Quando o seu claro não é diferente do de ninguém.
A gente borra o papel sem aroma de café. E as palavras nuas, prontas para serem usadas, masturbadas à meia luz e incrivelmente perfeitas me lembram que entre o cio e a cópula há vãos que nem palavrão preenche. Sujeito indefinido, oculto, obscuro, figuras de linguagem.
E elas fogem, se estragam, envelhecem e se perdem enquanto ouço bater, acho que a vida poderia esperar o confronto, o entendimento, o ponto final das idéias para só então se permitir interromper. Ouço alguém me chamar sempre, quando ainda não era hora.

Nas cartas de Van Gogh, porém, existe uma perfeição que vai além dessas duas. É a vitória do indivíduo sobre a arte.
Uma única coisa interessa-me vitalmente agora, e é registrar tudo quanto está omitido nos livros. Ninguém, pelo que posso ver, fez uso daqueles elementos, existentes no ar, que dão direção e motivação a nossas vidas. Somente os assassinos parecem extrair da vida certa medida satisfatória daquilo que nela põem. A época exige violência, mas estamos tendo apenas explosões abortivas.
As revoluções são abafadas no nascedouro ou ocorrem muito depressa. A paixão esgota-se rapidamente. Os homens voltam a idéias, comme d'habitude. Nada se propõe que possa durar mais do que vinte e quatro horas. Estamos vivendo um milhão de vidas no espaço de uma geração. No estudo da entomologia, da vida no fundo do mar ou da atividade celular, conseguimos mais...
































